Resenha "Recomeço"



Classificação



Informações do livro
Titulo: "Recomeço"
Autor/a: Cat Patrick
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance Juvenil

Sinopse: Tudo começou com um acidente de ônibus. Daisy Appleby era pequena demais para lembrar — tem apenas flashes do acidente que a matou, e de ter sido trazida de volta à vida. A partir daquele momento, ela se tornou uma das catorze crianças que fazem parte de um programa secreto do governo que visa aprovar um novo medicamento: o Recomeço. Daisy já morreu algumas vezes, e a cada morte ela recebe um novo sobrenome, vai para uma nova cidade e ganha uma nova história. A única constante em sua vida é a própria inconstância. Ao conhecer Matt e Audrey, seus primeiros amigos de verdade, após sua quinta morte, ela tenta criar raízes em mais um lar e começa a descobrir segredos sobre o programa Recomeço. Quanto mais informações vêm à tona, mais Daisy percebe que não passa de um peão em um jogo sinistro, que pode revelar que seu mundo — e tudo no ela que acredita — é uma grande mentira.

Li o primeiro romance de Cat Patrick, “Deslembrança”, há um bom tempo e gostei bastante. Por isso, tinha expectativas relativamente altas para com “Recomeço”. O estilo de narrativa de Cat é bem leve e direta, sem grandes reflexões ou reviravoltas, o que torna a leitura bem mais rápida. A fórmula se repete nos dois livros, e não há como deixar de comparar o mundo de London e de Daisy, pois querendo ou não, o enredo é bem parecido.

Daisy morreu em um acidente de ônibus quando tinha quatro anos, mas recebeu um medicamento chamado “Recomeço”, e voltou à vida. Aos seus 15 anos, ela já morreu quatro vezes, e em cada vez ela precisa mudar sua identidade e começar uma nova vida em outro lugar. Mas quando ela parte para Omaha e conhece Audrey, uma garota divertida e carismática que logo ganha sua amizade, ela se surpreende ao perceber que gosta da ideia de criar raízes e se apegar as pessoas. 

Tudo fica mais emocionante quando Daisy conhece o irmão de Audrey, Matt, que ganha seu coração no mesmo instante. Mesmo com a vida dupla e vivendo com dois agentes do governo que fingem ser seus pais, Daisy acaba descobrindo como é ter um lar e uma vida normal, pelo menos por um tempo.

Mas tudo ameaça desmoronar assim que ela descobre alguns segredos por trás do programa, e como se fosse uma bola de neve, também descobre que pode perder as pessoas que mais ama.

Para uma garota de 15 anos, achei Daisy muito decidida. Desde o início ela sabe o que quer, e tenta lutar pelo que acredita. Acho que é pelo fato de ter uma vida diferente e cheia de problemas, Daisy consegue ver as coisas com mais clareza do que um adolescente na idade dela. Claro que ela me irritou em várias partes por ter sido um pouco histérica e dramática, mas achei bem justo por conta da situação e da idade dela. Outro personagem que gostei demais, foi o “pai” de Daisy: Mason. Ele se parece com o George Clooney (segundo Audrey), mas tem olhos bem verdes, e se revelou meu personagem favorito ao longo do livro. Mesmo sendo um agente do governo, ele tem muito afeto por Daisy, e se preocupa com ela como se fosse realmente seu pai. Tudo o que ele fez, o livro todo, me agradou, e fiquei torcendo a cada capítulo para que ele participasse ainda mais da trama.

Não gostei muito de Matt, principalmente por que não consegui entendê-lo. Não consegui saber se os sentimentos dele pela protagonista eram verdadeiros ou não, e achei que sua personalidade foi mal construída. O que é uma pena, pois ele é um personagem bem importante e faria muita diferença se fosse melhor construído.

No geral, o livro é bom. A leitura é leve e fluida, e as cenas importantes são muito bem construídas. Outro ponto que gostei bastante, é a capacidade da autora de retratar um espaço físico e seus detalhes, dando a impressão de que você está naquele lugar. Em contrapartida, a autora não se apega a muitos detalhes emocionais de personagens que não sejam protagonistas, e algumas coisas passaram batidas. 

Desde o começo, fiquei ansiosa para saber mais sobre o passado de Daisy, mas a autora não explorou essa parte, de modo que fiquei com várias interrogações ao terminar. É impossível não comparar, então posso dizer que achei o primeiro livro da autora bem melhor do que este, infelizmente. Mas valeu a pena, e com certeza lerei mais livros de Cat Patrick. 






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