Resenha "Jogos Mentais"


Classificação


Informações do livro
Titulo: Jogos Mentais
Autor/a: Teri Terry
Editora: Farol Literário
Gênero: Literatura Internacional / Distopia
Livro enviado para resenha em parceria Farol Literário.

Em um mundo futuro, viver entre o universo real e o virtual é cotidiano. Todos os dias, as pessoas se plugam a uma realidade virtual, criada por uma poderosa empresa do governo, onde podem fazer tudo: se divertir, ir às compras ou estudar. Tudo sempre rigorosamente controlado.
Luna, diferentemente de seus amigos e de sua família, não consegue se conectar por inteiro a essa dimensão, por isso permanece ao mesmo tempo nos dois mundos. Ser diferente nesse sentido, no entanto, acaba levando-a a fazer descobertas surpreendentes e assustadoras sobre essas realidades, que mudarão por completo os rumos de sua vida.



Olá amigos tudo bem!
Teri Terry é autora da trilogia Reiniciados, li o primeiro livro a um tempinho, e pretendo retomar a leitura. Surgiu a oportunidade de ler o lançamento Jogos Mentais, e a leitura foi surpreendente.





Luna Ivernon é uma menina que vive em um mundo onde o MV (mundo virtual) é algo normal e muito utilizado por todos. Viver a realidade não era mais prioridade nem mesmo para as crianças, que com 10 anos já tinham implante que permitiam acessar o mundo virtual, como algumas restrições. Estudar em escolas convencionais deixou de ser prioridade, cada dia mais escolas eram fechadas, pois virtualmente era possível estudar sem sair de casa, era só acessar os IPP que já estava conectado.

Mas Luna era uma recusadora, ela não tinha o implante, o que fazia dela uma esquisita, a Lula Lunática, até sua melhor amiga Melrose se afastou, mas ela não se importava ela tinha seu ideal. Ela morava com seu pai, sua madrasta Sally, seu irmão mais novo Jason, e sua avó paterna Nana, era uma vida normal, mas Sally vivia pegando no seu pé, seu pai viva conectado e sua avó sofria demais com degeneração da sua saúde, seus momentos de lucidez eram cada vez mais raros, mas uma coisa era perceptível, ela sempre alertou Luna sobre sua situação como recusadora, sempre alertou para que não falasse a ninguém que ela tinha algo de diferente.

 Mas parece que sua existência não vai passar despercebida pela PareCo uma poderosa empresa do governo que controlavam os MVs, ela tenta ser expulsa do colégio hakeando o mundo virtual com a ajuda do seu amigo Hex, ela queria ter a liberdade de escolher ser uma pessoa normal, mas ela só consegue despertar ainda mais a antipatia de Beatrice Annabel Goodwin diretora de aprendizado, que sempre implicava com Luna, fazendo comentários cáusticos, e sempre vendo defeito em suas escolhas.

O que ela mais temia eram os testes que PareCo realizavam selecionando os melhores hackers nas escolas, os testes de racionalidade e inteligência, ela foi selecionada para surpresa de todos, até mesmo Goodwinn se surpreende dizendo ser que poderia ser um erro. Mas a vida de Luna ia mais além do que ela imaginava, além de carregar um dor por perder sua mãe tão nova em circunstâncias que ela desconhecia, ela era obrigada a ser vista como a filha de Astra, um mito no mundo virtual dos jogos.

Sua vida muda radicalmente após os testes e grandes revelações serão despejadas em cima da sua vida antes pacata, pessoas que ela confiava, pessoas que jamais imaginava iram aparecer em sua revelando situações difíceis de acreditar. Ela está sendo manipulada por pessoas que desconhece e que tem o único propósito arrancar suas memórias, sua consciência com objetivo de poder e dominação. Ela é persuadida a todo o momento para fazer o uso do implante, mas algo estranho na sua conexão no MV, causa nela uma incompatibilidade que ela ainda desconhece, o uso de Mans um remédio para enjoo é o que permite se manter no MV, é quando ela descobre o vácuo um lugar que nem todos podem ter acesso e conseguir manipular sem se perder no vazio, mas ela percebe que além de conseguir se manter segura, ela pode se desconectar do IPP nesse paralelo, isso é um fato que ela deve mantar em segredo para sua própria proteção.

Não teremos muito romance nessa história, um fato que gostei nesse livro, o único envolvimento mais próximo é entre ela e Gecko um personagem misterioso e que roubara a sua atenção, para tentar desvendar os mistérios de PareCo, nada muito aprofundado.


Adoro livros dinâmicos como Jogos Mentais, e Teri Terry tem o dom de envolver a história, que não desgrudei do livro até finalizar, mesmo diante de algumas dúvidas que surgem no decorrer do livro, ela sana explicando de um jeito simples e no momento certo do enredo. Você pensa que está perdido e não está compreendendo nada, mas aí vem a explicação plausível de tudo deixando o queixo caído.

Jogos Mentais é uma história muito bem desenvolvida, os personagens secundários também desenvolvem um papel importante em torno de Luna. Ela tem uma personalidade racional e questionadora, mas isso não a impede de ser extremamente curiosa, descobrindo coisas sobre sua vida, sobre passado de sua mãe e sobre o lado obscuro de PareCo. O livro é narrado em primeira pessoa, sempre focando nos pensamentos de Luna, a narrativa é um ponto positivo na história, pois não se prende em devaneios que costumam ter, e dispensa todos os clichês trazendo uma história inovadora.

Teri é direta, abusa da criatividade para designar a zona virtual, ela põe em duvidas em muitos momentos sobre o caráter do personagens, deixando a história crível, envolvente e radical, ela usa a manipulação da mente humana, inserindo cenários futurísticos e de guerras para testar a capacidade e racionalidade das pessoas que são selecionadas para esses teste, e Luna tem um papel direito e importante até o final quando a verdade é revelada, e descobre o sentido de ter sido escondida da verdade.

Para quem procura uma leitura diferente, futurística e dinâmica, recomendo Jogos Mentais, no final do livro nos agradecimentos Teri fala das referências que a inspiraram nessa história, como na pesquisa sobre racionalidade e inteligência de Keith Stanovich, professor da Universidade de Toronto, a proposta é a de que pessoas inteligentes fazem coisas idiotas porque a inteligência e a racionalidade são traços distintos, que pode ser tanto inteligente quanto irracional. (Agradecimentos no final do livro).







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