Resenha "O Sol é para todos"


Classificação


Informações do livro
Titulo: O sol é para todos
Autor/a: Haper Lee
Editora: José Olimpo
Gênero: Literatura Internacional/Drama
Livro enviado para resenha em parceria editora Record.


Oi amigos tudo bem, desculpe pela enorme resenha, mas fiquei inspirada depois da leitura.

Quando recebi esse livro de ação do Grupo Editorial Record, fiquei muito surpresa, O sol é para todos foi relançado com capa nova, mas foi lançado em 1960, abordando um tema envolvendo preconceito, racismo, buylling, valores, caráter, amor, superação e amadurecimento na década de 1930.

Um clássico da literatura americana onde a leitura é obrigatória, e seria de grande valia que o Brasil também valorizasse a complexidade dessa obra, para mostrar que infelizmente ainda vivemos em um mundo onde o preconceito e o racismo estão enraizados nos nossos principais sentimentos e atitudes. 

Na primeira parte do livro Jean Louise mais conhecida como Scout de 6 anos vive com seu irmão Jeremias conhecido como Jem e seu pai Atticus Finch advogado e uma pessoa muito integra na cidade de Maycomb, pequeno município do Alabama no sul dos Estados Unidos no início da década de 30, uma vida modesta e cercada de acontecimentos. Uma cidadezinha pacata, onde os habitantes praticamente todos se conheciam, mas o grande problema era o sentimento de preconceito contra os negros que ali viviam.

Imagem do filme - Atticus, Scout e Jem


Scout e Jem são o tipo de crianças sagazes e questionadoras, como toda criança aproveitavam as férias de verão para brincar, e seu principal desafio é a casa de Boo Ridley, e junto do Dill seu novo amigo, eles montavam planos mirabolantes para tentar desvendar a rotina desse personagem recluso e misterioso.

Imagem do filme - Jem, Scout e Dill


Mas a cidade pacata, foi abalada por um escândalo, quando Tom Robinson um negro é acusado de estupro de uma mulher branca, causando um tremendo alvoroço entre os habitantes. A vida de Maycomb não seria mais a mesma, quando Atticus é designado para fazer a defesa de Tom, e acaba sofrendo todo tipo de retaliação, até mesmo seus filhos são alvo do ódio e incompreensão dos moradores.

A profundidade que autora trabalha seus personagens é ponto alto do livro, todos eles com personalidades extremamente forte e cativante. A visão de Scout contada no livro não é algo infantilizada, ela é uma menina inteligente e curiosa. Ela é constantemente repreendida por suas atitudes por seguir os passos do seu irmão Jem, sua tia Alexandra a todo o momento implicava com suas roupas e suas maneiras, mas mesmo com pouco idade ela tinha um amadurecimento perceptível, e um pai muito presente em sua vida, que não escondia a verdade dos seus filhos.

O livro é dividido em duas partes, Scout ainda com 6 anos de idade e começa a observar as atitudes dos moradores de Maycomb, e na segunda parte 3 anos depois quando o julgamento de Tom Robinson vem à tona e junto o ódio destilado de todas as formas para a população negra que habitava o lixão da cidade, para os moradores eles não passavam de serviçais a quem deveriam manter distância. Quando Atticus começa a defender Tom, Scout é quem mais sofre, na escola seus colegas a todo o momento criticavam seu pai, falando que ele era adorador de negros, ela muito forte, não levava desaforo, e se metia em muitas brigas para defender seu pai.

Imagem do filme - Atticus e Tom


Atticus, demonstra valores para seus filhos de forma simples, explicando que mesmo quando todo mundo está contra você, e impeça que faça algo que seja certo, não bata de frente, siga seu caminho e continue com as suas virtudes. A injustiça é um dos sentimentos mais questionados pelos dois personagens Scout e Jem, eles não conseguem entender como um adulto possa agir sem pensar, sem ouvir o outro lado da história, julgando as outras pessoas como raças inferiores por conta da cor. 

Jem o irmão mais velho é um menino muito cativante, ele cuida da sua irmã Scout com carinho, e também é muito questionador. Os personagens secundários que convivem na cidade também tem um papel importante na história.

É um livro totalmente reflexivo e comovente, uma leitura que deixa aquela mensagem em sua mente, e faz repensar em todas as nossas atitudes. É um livro que prende a atenção, por que ele confronta sentimentos mais íntimos das pessoas, ódio, injustiça, preconceito. O que torna o livro diferente é que entre uma criança e um adulto, a forma diferente de pensar e questionar atitudes, Harper Lee destaca o que um adulto perde quando “amadure”, os por quês que uma criança questiona quando não compreende uma coisa, ou quando estão diante de um conflito. 



Eu simplesmente amei ler esse livro, ele traz à tona insensibilidade das pessoas, de como lidar com as diferenças, de impor aquilo que se acha correto, esquecendo que todos têm o direito de se defender, a reviravolta que esse livro dá deixaram meus cabelos em pé, ele chega em momento que acha que algo vai mudar, e as pessoas retrocedem na maneira de pensar. Aí percebemos o quanto é complicado tentar expor sua opinião sem sofrer retaliação por pessoas que tem o pensamento pequeno e mesquinho, que se fecha em uma bolha e não permite que as coisas evoluam.

E diante dessa linda história que conta com um final de partir o coração, conseguimos ver no final do túnel a esperança, pois quando julgamos uma pessoa sem escutar o outro lado da história e a condenamos, estamos sujeitos a enfrentar as consequências de todos os nossos atos. E tentar conviver com a culpa moral. A leitura de O sol é para todos trouxe uma reflexão para minha vida, ele fala de preconceito, racismo, amadurecimento, ódio, buylling, violência, e um misto de sentimentos conflitantes que ainda no século XXI convivemos diariamente. Infelizmente enraizadas na nossa cultura, não aceitando as diferenças entre as pessoas.

Os acontecimentos no decorrer do livro, foi trabalhado de forma muito inteligente por Harper Lee, ela consegue nos cativar contando o dia a dia dessas crianças, que crescem convivendo com todo tipo de pessoas que se julgam melhores e superiores. Eu recomendo de olhos fechados a leitura desse livro, e quero agradecer ao Grupo Editorial Record selo José Olympio por proporcionar a leitura desse livro, foi um dos meus maiores desafios resenhar esse livro, por que ele fala por si só. Estou curiosa para ler Vá e coloque um vigia, que conta a história de Scout mais velha, quando retorna para visitar o seu pai.



Esse livro foi adapto para um filme americano de 1962, do gênero drama, baseado no livro homônimo de Harper Lee, com roteiro adaptado por Horton Foote e direção de Robert Mulligan.


                                      





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