Resenha "A Rainha da neve"




Informações do livro
Título: A rainha da neve
Autor/a: Michael Cunningham
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Literatura Internacional/ Drama
Livro enviado para resenha em parceria Grupo Editorial Record.


Barrett Meeks, que acabou de perder mais um amor, está à deriva. Ao atravessar o Central Park, ele se vê repentinamente inspirado a erguer os olhos para o céu, onde uma luz pálida e translúcida parece encará-lo de uma forma nitidamente divina. Ao mesmo tempo, seu irmão mais velho Tyler, músico viciado em drogas, tenta em vão escrever uma canção de amor para sua noiva, Beth, que está gravemente doente. Barrett, assombrado por aquela luz, inesperadamente recorre à religião. Tyler, por sua vez, se convence cada vez mais de que apenas as drogas serão capazes de dar vazão à sua verve criativa mais profunda. E enquanto Beth tenta encarar a morte com o máximo de coragem possível, sua amiga Liz, uma mulher mais velha — cínica, porém perversamente maternal —, lhe oferece ajuda. Guiados pela narrativa sublime de Michael Cunningham, acompanhamos Barrett, Tyler, Beth e Liz à medida que trilham caminhos definitivamente distintos em sua busca coletiva pela transcendência. Numa prosa sutil e lúcida, o autor demonstra uma profunda empatia por seus conflituosos personagens, além de uma compreensão singular daquilo que reside no âmago da alma humana.

Olá amigos.


O que levou a leitura desse livro além da capa que chamou muita minha atenção, foi que dessa vez eu li a sinopse e me atrai pela premissa. Porém tive uma grande decepção ao iniciar a leitura e perceber que não teria qualquer afinidade com a escrita de Michael Cunningham, um escritor norte-americano que ficou conhecido pelo seu romance de 1998, As Horas, pelo qual ganhou o Prêmio Pulitzer para ficção e que foi adaptado, em 2002, para o cinema.


O livro é curto, porém demorei um mês para ler, para tentar tirar essa impressão ruim dessa história, mas nem mesmo o final me surpreendeu, pelo o contrário, me deixou ainda mais decepcionada. Li algumas resenhas que falam sobre a mastreia da escrita desse autor e a forma comovente que ele lida com seus personagens, mas eu não enxerguei qualquer conexão com o drama vivenciado por cada um deles. Na minha concepção esses personagens foram criados para serem realmente hostilizados, pois nada neles atraia carisma.


Barret Meeks é um rapaz na casa dos trinta e homossexual que questiona a forma de como seus romances nunca vingam, pois mais uma vez ele é abandonado por seu parceiro através de um sms sem qualquer consideração. Ao passear no Central Park alheio as pessoas a sua volta, ele percebe uma luz curiosa que paira sobre o céu como se falasse com ele.  Sua crença é colocada em cheque, ele começa a questionar um possível sinal recebido do céu.


Tyler é irmão mais velho de Barret um músico não bem-sucedido e usuário de drogas, ele vive com Beth que está em estado terminal, um casal nada atraente na minha opinião. Ele está em conflito para conseguir compor uma canção para sua noiva moribunda. E Liz é uma é senhora na casa dos cinquenta anos, que mantém relacionamentos com rapazes mais novos.


O núcleo desses personagens é um ciclo vicioso de divagações excessivas, eles se mostraram ser o tipo de pessoa que está alheia para o que acontece de importante ao redor, transformando-os em pessoas sem qualquer perspectiva. Eu esperava que a narrativa prolixa do autor fosse melhorar, mas nem o desfecho que tocou. Fiquei realmente frustrada com a leitura desse livro, talvez minha expectativa do drama que o livro poderia ter causou essa impressão. Se tivesse uma oportunidade de conversar com autor e tirar aquelas dúvidas mais profundas, eu ficarei bem satisfeita, quem sabe?


Fiquei pensando durante dias em como fazer essa resenha. Pode ser que minha percepção possa mudar, mais para frente caso eu leia a obra novamente. Eu tenho o hábito de tentar entender obras complexas para tentar criar uma segunda opinião. Mas por ora infelizmente minha última palavra é essa, o livro não funcionou comigo.














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