Resenha "Açúcar de Melancia"



Classificação


Informações do livro
Titulo: Açúcar de melancia
Autor/a: Adam Gidwitz
Editora: José Olympio
Gênero: Literatura Internacional/Romance
Livro enviado para resenha em parceria Grupo editorial Record.


Uma breve novela fantástica, escrita por um ícone da contracultura americana na década de 1960 e, pela primeira vez, publicada no Brasil. De maneira sarcástica e um tanto nonsense, Brautigan conta episódios passados em ''Eu Morte'', um lugar onde quase tudo é feito de açúcar de melancia. Com uma linguagem original e poética, o autor nos transporta para um ambiente surrealista, mas que também se assemelha ao cotidiano banal de uma pessoa comum. Uma crítica bem-humorada à mecanicidade das nossas ações.
“A primeira vez que li Vonnegut e Brautigan fiquei chocado ao descobrir livros tão bons! Era como descobrir o Novo Mundo.” - Haruki Murakami, The Paris Review 


Oi amigos tudo bem!


Quando vi a capa e a sinopse desse livro, não imaginei o que a leitura reservava, nunca tinha lido nada de Richard Brautigan e fiquei curiosa com a premissa. Mas ao começar a leitura desse livro me surpreendi com a criatividade excêntrica e um tanto maluca de Richard.


Nosso personagem principal não tem nome, é uma pessoa que vive em Açúcar de melancia, as pessoas que vivem ao redor realizando atividades normais, tem uma vida comum, um tanto fora do comum na verdade, e parecem estar alheios do que realmente acontece em eumorte, um lugar onde todos se reúnem para comer, conversar e confraternizar, porém com rituais estranhos que só lendo para entender.


O mais perturbador dessa história é a fascinação por coisas criadas a partir do açúcar de melancia, todas as pessoas viviam em suas cabanas iluminadas por óleo de melantruta uma mistura de óleo de truta com melancia, que ajudava a iluminar e produzia um aroma agradável.


Perto de açúcar de melancia existia um lugar chamado obras esquecidas, um lugar onde tinha objetos estranhos, esquecidos, amontados, estragados, que as pessoas dessa comunidade não faziam ideia do porquê que estavam lá. E quer saber a parte mais intrigante desse livro? Era que anos atrás essas pessoas eram aterrorizadas por tigres, mas não simples tigres, esses animais eram temidos, sabiam falar o idioma das pessoas, e quase dizimou a população, que se empenhou em acabar de vez com os ataques desses animais, enterrando o último tigre em açúcar de melancia.

É difícil definir esse livro em palavras, comecei esse livro com uma dúvida enorme na minha cabeça e de alguma forma essa narrativa maluca me instigou, os personagens em sua maioria são apáticos e vivem suas vidas alheios ao que aconteceu um dia. Pode- se dizer que esse livro tem um toque do gênero distópico por conta dos detalhes que são jogados de forma aleatória pelo autor.


Ele não segue uma linha de raciocínio onde o leitor entende o que se passa, creio que ele fez isso de forma proposital, uma coisa que chamou a minha atenção aos fatos do livro, é o jeito que as pessoas são unidas e seguem uma única pessoa cegamente como que suas vidas dependessem daquilo. Eu terminei o livro sem conseguir definir o que realmente o autor queria nos mostrar. Mas lendo sobre sua vida, percebi o quanto perturbador foi a sua vivência, cometendo suicídio aos 49 anos em Bolinas, Califórnia.

É um livro com fatos surreais, nosense, perturbador e excêntrico, onde uma comunidade vive em torno de uma realidade fantasiosa, esquisita e doida. Por mais que esse livro não tenha sido uma leitura convencional, a forma como ela me tirou da zona de conforto se tornou uma leitura desafiadora.

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