Like a Rory Gilmore: 5 livros que deveriam virar filme

É inevitável imaginar como os personagens daquele livro seriam se eles fossem reais. Geralmente, essa indagação é o pontapé para a produção de um filme, e quanto o enredo é estimulante o suficiente, o sucesso é quase certo. Por mim, vários livros que li ao longo da vida dariam um belo roteiro para um longa, mesmo com o risco de se transformarem em algo não tão emocionante quanto as palavras escritas.
Acredito que toda obra da literatura mereça correr esse risco, pois poucas coisas são mais incríveis do que a fusão da literatura com a magia do cinema.
Selecionei 5 livros da minha estante que dariam belos filmes:



A Lista Negra

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Hate List by Jennifer Brown. I'm about halfway through this. Love it so far.:
capa norte-americana
Já falei sobre esse livro por aqui e provavelmente vou citá-lo mais algumas vezes. A Lista Negra tem uma profundidade que poucos livros conseguem alcançar, e concilia todo o drama da uma forma assustadoramente harmoniosa, trazendo a personagem principal não como heroína, mas como uma pessoa dolorosamente real tentando lidar com os seus demônios. Valerie presenciou um massacre em sua escola, feito pelo seu próprio namorado. Ela foi atingida por um tiro ao tentar detê-lo, salvando a vida de uma colega. Apesar disso, ela é vista como cúmplice por muitas pessoas, e por vários momentos, ela luta contra a ideia de que talvez eles estejam certos.

A trama costura esse drama de uma forma tão perfeita, que parece um depoimento real de alguém. Acredito que transferir toda essa carga emocional para a telona seria uma tarefa bem difícil, mas que iria valer muito a pena no final. A história vale a pena ser contado por diversos motivos, e o que mais chamou a atenção foi que ela toca nos pontos frágeis da sociedade, com relação ao preconceito, falsa moral, politicamente correto, discriminação e bullying.


Stolen


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Também já mencionei esse livro em um post aqui no blog. O tempo passa e ele continua sendo um dos meus favoritos, sem dúvidas. Stolen é uma carta de Gemma ao seu sequestrador, Ty, que a levou para o deserto australiano depois de a raptar no aeroporto de Bangkok. À primeira vista, achei que o livro seria de certa forma parcial e traria apenas o relato do ponto de vista da vítima. Mas é muito mais do que isso. Gemma é uma personagem incrível, e a forma como ela tenta lidar com o seu sequestrador é assustadoramente real.

O livro cria um cenário perfeito na mente do leitor, e parece que você é transportado para cada cena, e sente cada detalhe e emoção dos personagens. O roteiro para trazer a história para a telona teria poucas mudanças, acredito eu. E também existe a questão da carga emocional que também deve ser transportada para o cinema.


Outra coisa que também deve ser levada em conta é o final da história que deixa uma questão no ar. Sem dar spoilers, o livro levanta uma questão na sua parte final que me faz pensar nele até hoje, sem conseguir tomar uma decisão do que pensar, exatamente. Outra razão pela qual a história merece ser reproduzida em imagens é pelo cenário: a escolha da autora de ambientar a maior parte da trama no deserto renderia um excelente cenário para abrigar todo o drama e ação do enredo.






Ligações

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Ilustração: taryndraws
Ok, agora uma comédia romântica. Ligações é um dos livros de grande sucesso da queridinha do momento, Rainbow Rowell. Ela conquistou os leitores com Eleonor & Park, e o que mais gosto nela é o fato de que os seus livros trazem propostas totalmente diferentes, mostrando a versatilidade da sua narrativa. Ligações é uma história de amor, mas nada convencional. A protagonista, Georgie, é totalmente o oposto de esteriótipo de mocinha de romances água com açúcar, e merecia muito ocupar as telonas. É uma história sensível, que toca em assuntos como família, crescimento, amadurecimento, amor e o tempo, protagonista do enredo. Quando penso nesse livro, penso em todas as possibilidade que uma única escolha que tomamos pode oferecer, e a forma com que lidamos com as consequências definem quem nós somos. Acho que a lição principal de Ligações é a questão de valorizar o que se tem, e parar de pensar no que não tem. Acho que essa é uma das tarefas mais difíceis para o ser humano. Muitas obras trabalham com essa temática, mas acredito que essa história consegue conciliar de forma extremamente sutil e arrebatadora os dramas e a comédia que no fim das contas caminham juntos.

A Garota de Papel

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Poucos livros me fizeram sentir tantas emoções ao mesmo tempo quanto A Garota de Papel. De maneira geral, adoro histórias em que o protagonista é escritor. Acho que assim, o autor consegue passar muito mais experiências do que escrever sobre qualquer outro tipo de personagem. Tom Boyd, protagonista do romance, é um escritor de sucesso que está com dificuldade para lidar com a fama depois que perde seu grande amor e cai em um bloqueio criativo. Um dia, uma personagem de um dos seus livros aparece em sua casa, e ele começa a questionar sua sanidade. Essa divertida trama que já tomou conta de filmes como 'Ruby Sparks', traz um enredo surpreendentemente inédito, com vários acontecimentos inesperados e reviravoltas que "refrescam" a linearidade da história. Gostei muito de como o autor terminou o livro, e achei que valeu a pena tudo o que ele apresentou. Trazer isso tudo para o cinema resultaria em um filme divertido, mas com certo teor de drama e uma pitada de realidade que surpreenderia o espectador.

Deslembrança


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O romance de estreia de Cat Patrick me conquistou. A história de London vai muito além de peculiar, e apesar de trazer elementos de ficção fantástica, o enredo se mostrou surpreendente verdadeiro. A protagonista sofre de perda de memória, mas não da forma como estamos familiarizados: ela se esquece do passado e recebe "lembranças" do futuro. Dessa forma, ela começa a ter visões sombrias do que pode lhe acontecer, ao mesmo tempo em que precisa lidar com a realidade, que a atinge todo manhã de forma brutal. O problema de London pode não ser real, mas a forma como a autora costura a história e faz com que essa questão chegue até o leitor, de alguma maneira ela consegue transformar em empatia. O cenário típico de high school e garoto-encontra-garota se torna tão irrelevante aqui, que nem parece fazer parte da história. O cinema poderia trazer exatamente esse equilíbrio que a autora faz e trazer um pouco do drama psicológico em imagens  distorcidas e psicodélicas, como a própria capa do livro faz.

Alguém já leu algum desses títulos? Concordam que merecem viram filmes? Deixei algum de fora? Deixem nos comentários!

xoxo






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