Resenha "O deserto do amor"




Classificação


Informações do livro
Titulo: O deserto do amor
Autor/a: François Mauriac
Editora: José Olympio
Gênero: Literatura Internacional/Romance
Livro enviado para resenha em parceria Grupo Editorial Record.



O deserto do amor retrata o triângulo amoroso do doutor Paul Courrèges e seu filho adolescente, Raymond, pela mesma mulher: Maria Cross. Raymond, no auge dos seus 17 anos, encontra Maria Cross casualmente no bonde. Maria flerta com ele sem saber que o garoto é filho do seu estimado médico, Courrèges, desencantado com seu casamento e também apaixonado por ela.
Publicado em 1925, O deserto do amor mantem-se atual tratando de enfermidades e vícios, da surda inquietação da juventude, das tentações falazes da carne e do ciúme descortinado.


Essa história remonta uma época na qual os romances eram vividos e experimentados de forma muito mais emocional e sentimental, do os romances rapidamente entregues aos prazeres (e desprazeres) de relacionamentos constituídos de fato.

Mauriac, conta a história de um triângulo amoroso que ocorre unicamente no campo das ideias, onde 2 homens (pai e filho) se apaixonam pela mesma mulher.

Inicialmente não entendi o motivo de se ocultar o ano em que essa trama ocorreu, mas creio que a intenção é manter a história o mais atemporal possível para os leitores, afinal no meu entendimento, carecemos de histórias que se preocupam mais em "tentar explicar" o que se passa em nossas cabeças, quando vivemos paixões

A curiosidade é despertada a partir da capa do livro onde (provavelmente) é retratada a cidade de Bordeaux, na França em que os 3 personagens principais da trama vivem. A fotografia é da época de inverno, com 2 cadeiras desocupadas, em meio a uma floresta toda coberta pela neve. 

O meu interesse pela leitura foi despertado justamente pelo contraste que a imagem causa, uma vez que sabemos que no "deserto" não neva.



Toda história demonstra o deserto que separa a relação de pai e filho (Raymond e Paul Courreges, respectivamente) e Maria Cross, aparecendo na trama como um verdadeiro "Oásis" em meio a esse deserto que os separam. Mas ao mesmo tempo Maria Cross, pode "desaparecer" da vida dos 2, quase que como uma miragem.

No meu entendimento é uma ótima leitura (ou releitura já que a obra é de 1925, acredito que a história de fato se passou nessa época), no entanto, a falta de diálogo pode tornar a narrativa exaustiva para alguns leitores, mesmo que com poucas páginas.

Porventura, fico ansioso em saber o desfecho dessa história, em uma futura publicação. 

Duas frases me marcaram bastante no livro:

"Ninguém pensa nunca que são as paixões dos pais que os separam dos filhos"

"Nada mais me prende à vida senão o desejo de me tornar melhor...pouco me importa que eu faça em segredo e que o mundo continue a me apontar o dedo; aceito o opróbrio"

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